𝗣𝗮𝗹𝗲𝘀𝘁𝗿𝗮 𝘀𝗼𝗯𝗿𝗲 𝗦𝘂𝘀𝘁𝗲𝗻𝘁𝗮𝗯𝗶𝗹𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲: 𝗕𝗼𝗮𝘀 𝗣𝗿𝗮́𝘁𝗶𝗰𝗮𝘀 𝗲 𝗗𝗲𝘀𝗮𝗳𝗶𝗼𝘀 𝗱𝗮 𝗘𝗗𝗣 𝗰𝗼𝗺 𝗘𝗱𝘂𝗮𝗿𝗱𝗼 𝗠𝗼𝘂𝗿𝗮



No passado dia 2 de maio, o TRAINER, deslocou-se à Escola Básica e Secundária Dr. Manuel Ribeiro Ferreira para a realização de uma ação de sensibilização sobre Economia Circular.
É fundamental que os princípios da Economia Circular sejam compreendidos desde cedo, pois é essencial que se promova a redução do desperdício e o uso eficiente dos recursos, tendo em conta a sustentabilidade ambiental. Ao ter-se conhecimento deste princípios e conceitos, podemos desenvolver uma maior consciência sobre a importância de conservar os recursos naturais, reutilizar os materiais e adotar práticas que minimizem o impacto ambiental.
As diferentes atividades decorreram com imenso sucesso e empenho por parte de todos os envolvidos alunos e docentes!
No dia 22 de março, comemora-se o “Dia Mundial da Água” com o objetivo de sensibilizar para a importância da preservação deste recurso. O tema a destacar, este ano, é “Água pela Paz“.
A água tem as duas faces da moeda: é um recurso com potencial para gerar paz, mas também conflitos, explica a Organização das Nações Unidas (ONU):
“Quando a água é escassa ou poluída, ou quando as pessoas têm acesso desigual ou não têm acesso a ela, as tensões entre comunidades e países podem aumentar“
Acrescenta ainda que a vulnerabilidade é maior para as pessoas que dependem da água que atravessa fronteiras internacionais. Argumenta ainda que, à medida que os impactos das alterações climáticas aumentam e as populações crescem, a necessidade de proteger e conservar este recurso tornar-se-á mais premente, porque a sua capacidade de gerar tensões aumentará, tanto entre países como no interior dos mesmos.
“Quando cooperamos no domínio da água, criamos um efeito de cascata positivo, promovendo a harmonia, gerando prosperidade e construindo resiliência para desafios comuns“
A água é essencial à vida, sustentando todos os ecossistemas do planeta e proporcionando os meios de subsistência para milhões de pessoas. É essencial para a produção de alimentos, produção de energia, saneamento básico, saúde pública, atividades industriais e recreativas, entre muitos outros usos. Para além disso, a água desempenha um papel crucial na regulação do clima, influenciando padrões de precipitação e temperatura à escala global.
No entanto, apesar da sua importância incontestável, a água é um recurso finito e cada vez mais ameaçado pelos impactos das alterações climáticas, crescimento populacional, urbanização descontrolada, poluição e degradação ambiental.
O acesso desigual à água potável é um dos maiores desafios da humanidade. Milhões de pessoas no mundo, ainda não têm acesso a água potável para ações básicas e vitais como beber e para a higiene básica. Tal facto resulta em inúmeras doenças e mortalidade prematura. Para além disso, a falta de recurso à água evidencia ainda a desigualdade de género. As mulheres e meninas muitas vezes carregam o fardo desproporcional de ir buscar água, o que limita as suas oportunidades de educação, emprego e autonomia.
A poluição da água é outro problema grave que ameaça a qualidade e a disponibilidade de água doce no mundo. Descargas de efluentes não tratados, resíduos industriais, pesticidas agrícolas, plásticos e outros contaminam rios, lagos e aquíferos, tornando a água imprópria para consumo humano e prejudicando a saúde dos ecossistemas aquáticos e da biodiversidade.
Ainda acresce o aumento da solicitação por água, devido ao crescimento populacional e ao desenvolvimento económico que competem exacerbadamente pelos recursos hídricos, especialmente em regiões áridas e semiáridas. Está a tornar-se cada vez mais comuns conflitos sobre o acesso e o uso da água, aumentando as tensões geopolíticas e ameaçando a paz e a segurança internacionais.
Perante estes desafios, é imperativo que todos nós – governos, setor privado, sociedade civil e indivíduos – tomemos medidas urgentes para proteger e gerir de forma sustentável os recursos hídricos do nosso planeta. Isso requer compromissos e ações em várias frentes:
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21 de março – Dia Mundial da Árvore e da Floresta é uma excelente ocasião para reconhecer a importância vital das árvores e das florestas para a saúde do nosso planeta e para o nosso bem-estar.
Este dia convida-nos a apreciar a beleza e a diversidade das florestas, e a refletir sobre os desafios que os ecossistemas enfrentam de modo a nos posicionarmos e tomarmos medidas para os proteger e restaurar.
As árvores e as florestas desempenham papéis essenciais na nossa vida e no ecossistema global. Elas proporcionam habitat para as imensas espécies de plantas e animais, ajudam a estabilizar o clima, purificam o ar, protegem o solo da erosão, fornecem alimentos, medicamentos e matérias-primas essenciais, para além de serem excelentes fontes de beleza e inspiração. (Ver mais_formação TRAINER)
Para além disso, as florestas desempenham um papel essencial na regulação do ciclo da água, influenciam a precipitação e a evaporação. Funcionam quase como esponjas naturais, absorvem a água da chuva e libertam-na gradualmente, contribuindo para a manutenção dos fluxos de água nos rios e bacias hidrográficas.
Apesar da sua importância, as florestas têm enfrentado uma série de desafios e ameaças, no mundo inteiro, como por exemplo a exploração de madeira de forma exaustiva, a sua transformação em áreas agrícolas, a urbanização descontrolada, a expansão de infraestruturas, como estradas e barragens, e ainda os incêndios florestais.
Para além disso, as alterações climáticas estão a intensificar esses desafios, nomeadamente através do aumento e frequência da intensidade dos eventos climáticos extremos, como as secas e os incêndios florestais, que afetam a distribuição geográfica das florestas e a sua capacidade de se adaptarem às novas condições ambientais.
Perante estes desafios, é imperativo agir com urgência para proteger e restaurar as florestas. Isto requer compromissos e ações em várias frentes:
À medida que enfrentamos desafios ambientais cada vez mais urgentes, a preservação das florestas torna-se uma prioridade absoluta. Cada um de nós tem um papel a desempenhar na sua proteção e recuperação, seja através de pequenas ações quotidianas, como plantar uma árvore, ou na participação em iniciativas mais amplas de conservação e desenvolvimento sustentável.
As alterações climáticas, causadas principalmente pela atividade humana, têm sido objeto de intensa pesquisa científica e preocupação global nas últimas décadas. A queima de combustíveis fósseis, a desflorestação, a agricultura intensiva e outras atividades antropogénicas têm libertado quantidades significativas de gases que contribuem para o aumento do efeito estufa, que têm como consequência o aumento da temperatura média do planeta, a mudança nos padrões de precipitação e dos eventos climáticos que se tornaram mais extremos, frequentes e intensos.
Uma das principais causas para as alterações climáticas é a emissão de gases que contribuem para o aumento do efeito de estufa, como o dióxido de carbono (CO2), o metano (CH4) e o óxido nitroso (N2O), resultantes da queima de combustíveis fósseis, atividades agrícolas, desflorestação e de outras atividades humanas. Estes gases têm uma maior capacidade de retenção de calor, contribuindo para o aquecimento global e, assim, perturbarem os sistemas climatéricos.
As alterações climáticas, como explanado num relatório da Agência Europeia do Ambiente, provocam uma série de impactos devastadores nos ecossistemas e nos sistemas socioeconómicos mundiais. Os ecossistemas terrestres e marinhos enfrentam, neste momento, extinções em massa, com a perda de habitat, com a acidificação dos oceanos e com eventos climatéricos extremos, como já tratámos no artigo A Importância da Biodiversidade: A Teia da Vida em Perigo , ou no nosso último artigo Economia Azul – Quanto vale o Oceano? Mas também têm implicações significativas na segurança alimentar, com a diminuição da produção agrícola e o aumento da instabilidade nos mercados de alimentos. A saúde humana também está em risco, com o aumento da propagação de doenças transmitidas por vetores, como a malária, por exemplo, e com os eventos climáticos extremos, como as ondas de calor, tempestades ou inundações.
A mitigação das alterações climáticas exige a redução das emissões de gases com efeito estufa, por exemplo, com a transição para fontes de energia limpa, com o aumento da eficiência energética, com a proteção das florestas e implementação de práticas agrícolas sustentáveis. É igualmente importante haver adaptação do Homem para lidar com os impactos inevitáveis das alterações climáticas, seja na construção de infraestruturas resilientes, no desenvolvimento de sistemas de alerta precoces ou no fortalecimento da capacidade de resposta das comunidades mais vulneráveis.
Neste sentido, a ONU organizou uma Conferência Climática em dezembro de 2025, em Paris, onde 195 países se uniram e estabeleceram o conhecido Acordo de Paris.
Apesar do crescente reconhecimento da urgência das alterações climáticas, a implementação de políticas eficazes e a cooperação internacional continuam a ser desafios significativos. A resistência, dado os interesses económicos, a falta de vontade política e a complexidade das questões climáticas globais representam obstáculos substanciais para a ação climática. No entanto, também há oportunidades para a inovação tecnológica, para o crescimento económico sustentável e desenvolvimento de sociedades mais resilientes e justas, ODS 9 (Objetivo de Desenvolvimento Sustentável).
As alterações climáticas são um dos maiores desafios enfrentados pela humanidade no século XXI, exigindo uma resposta global urgente e coordenada. Através de esforços concertados na mitigação das emissões de gases de efeito estufa e na adaptação aos seus impactos, podemos trabalhar para garantir um futuro sustentável e resiliente para as gerações presentes e futuras.